terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Lilly, vamos criar um gato!"




Parecia uma idéia genial.. e era! Mas Lilly não conhecia nada de gatos, nem tinha interesse aparente em assumir responsabilidades para com uma pequena criatura, e tinha receio para com a sujeira e a bagunça que um animal faria em seu apartamento. "Melhor não", respondia, e eu entristecia de não poder compartilhar com ela a excepcional experiência de conviver com um felino.

Mas não desisti! Emprestei um DVD sobre gatos, apresentei-lhe sites, contei-lhe curiosidades e histórias, mostrei os gatos de minha casa (uma espécie de test-drive de animais...)... E então num belo dia, escuto: "Pedro, eu quero criar um gato!"

Glória! Vitória! Consegui convencê-la!! Só faltava arrumar um bicho para ela, árdua missão para a qual fui designado. Parecia fácil: arrumar um gatinho, macho (não queríamos problemas com o cio das fêmeas), haviam milhares de gatos na cidade, não seria difícil encontrar filhotes e pessoas querendo doá-los. Parecia fácil. Pois é, não o foi!

Não encontrei ninguém com gatos para doar em semanas, e a opção de comprar um num pet shop estava totalmente fora de cogitação, parecia impessoal demais para mim. Então lembrei-me do local onde os gatos de minha casa foram levados para castração, um núcleo de voluntários que recolhia animais de rua, os tratava e os dispunha para adoção. Perfeito, iria para lá adotar um!

Expectativas a mil para nós, tudo estava certo! Logo que surgisse um tempo livre iria correndo para adotar o bicho! Nada poderia dar errado... e, bem, as coisas nunca costumam ser como esperamos, e nada costuma cumprir a promessa de perfeição...

CONTINUA...