sexta-feira, 2 de julho de 2010

O dia M - parte I

As especificações que a Lilly tinha me passado eram claras: ela queria um filhote, macho e todo preto. Numa manhã preguiçosa, fugi do trabalho. Era o grande dia! Lá fomos nós, eu e meu colega de trabalho (ansioso por qualquer oportunidade de dar uma fugida do trampo) rumo ao NEAFA, o núcleo de voluntários do qual falei e cujo significado da sigla não me recordo de modo algum.

Chegando lá, perguntei sobre o procedimento de adoção. Era simples: eu faria um cadastro simples, apresentando algum documento identificador, e já poderia levar o animal de minha escolha para casa. Fui à sala onde ficavam os gatos, enquanto meu amigo levava cantadas da senhora responsável pelos cadastros. Era uma sala não muito grande, com gaiolas cobrindo as paredes esquerda e direita por completo. Estava acompanhado por uma das voluntárias de lá, que me contava os nomes e as histórias dos gatos em questão. Histórias de abandono, de maus-tratos. Dava vontade de tomar todos para criar...

Mas minha missão estava estabelecida, e tinha de haver um filhotinho preto por lá. Não havia. A maioria eram gatos adultos, ora abandonados, ora sobreviventes de alguma tragédia. Todos com a saúde devidamente tratada e dóceis, mas nenhum deles poderia ser a minha escolha. Então, surge um ds tratadores avisando sobre uma ninhada de filhotes que havia em uma outra sala. Era agora! Decidi que mesmo se não fosse preto, haveria de ser um desses. E lá estavam os 5 filhotes, muito novinhos ainda, de cores misturadas, típicas de vira-latas - exceto preto. Apesar disso, a perfeição se desenhava...

CONTINUA...

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